
O Ministério de Minas e Energia publicou recentemente uma portaria que define regras para o próximo Leilão de Energia de Reserva. Esse leilão deverá permitir a contratação de energia elétrica produzida através de fontes solar fotovoltaica, eólica e biomassa, contratos esses com duração de 20 anos e início de suprimento em 01/10/2017. Particular atenção tem sido dada aos contratos de energia solar fotovoltaica, sendo que especialistas esperam que o leilão seja o ponto de partida de uma trajetória de rápido crescimento e desenvolvimento da indústria solar fotovoltaica no Brasil.
A despeito de todos esses desenvolvimentos, infelizmente o leilão não é acompanhado de novas políticas de incentivo à microgeração. Atualmente, as condições de acesso de micro e minigeração distribuída e seu sistema de compensação (NET Metering em inglês) associado é regido pela resolução normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), publicada em 17 de abril de 2012. Sumariamente, o sistema de compensação associado à micro e minigeração distribuída funciona como uma bateria virtual em que o excedente gerado pelo acessante é transferido para a distribuidora, que por sua vez o compensa na fatura de energia em até 36 meses após a geração. A regulamentação é válida para todas as fontes incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólica e cogeração qualificada).
Existem entretanto apenas 120 microgeradores conectados à rede no país, sendo que destes, 105 são solares, 12 eólicos, 1 biomassa e 2 híbridos (solar/eólico). Dentre os entraves ao rápido crescimento na microgeração no Brasil, podem-se citar a existência de lacunas tecnológicas de carácter nacional para tal crescimento, largos tempos no processo de implementação, falta de experiência no assunto por parte de alguns agentes do setor, e a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com base de cálculo sob toda a energia que chega à unidade consumidora. Portanto, maiores incentivos associados a pesquisa e desenvolvimento são cruciais para alvancar a microgeração no Brasil.
O INESC P&D Brasil acredita nos benefícios técnicos e sociais da integração de geração distribuída no Brasil, sendo que linhas de pesquisa, desenvolvimento e inovação nessa área são prioritárias à instituição. O INESC P&D Brasil possui interesse e qualificação técnica para inovar em áreas como planejamento, análise, projeto, monitoramento, operação, controle e proteção de sistemas de energia elétrica, frente aos desafios inerentes a integração de microgeração.
Fontes:
Instituto Carbono Brasil | Ambiente Energia
Recently, the Ministry of Energy has published the rules for the next auction of reserve energy. This auction will allow contracting electricity produced from photovoltaic, wind and biomass generators, covering 20 years of production starting on October 2017. Particular attention has been given to the contracts of solar photovoltaic energy, such that experts believe that the auction will promote a rapid growth and development of the solar photovoltaic industry in Brazil.
Despite this news, unfortunately the auction is not accompanied by novel incentives to microgeneration. Nowadays, microgeneration in Brazil is regulated by the norm nº 482/2012 of the National Agency of Electrical Energy (ANEEL), which regulates connection conditions and economic incentives in the form of net metering schemes. Summarily, the net metering works like a virtual battery where the surplus produced by the microgenerator owner is compensated up to 36 months after the actual generation. The regulation covers distributed energy resources produced at hydroelectric, solar, biomass, wind, and cogeneration installations.
However, there exists in Brazil only 120 microgenerators connected to the distribution grids, including 105 solar generators, 12 wind generators, 1 biomass-based generator, and 2 hybrid installations mixing solar and hydroelectric energies. Among the barriers to the rapid growth of microgeneration in Brazil, there is the lack of National technology in the area, long periods up to finishing legal and technical matters, and the taxes associated to the total energy consumed in the installations. Hence, political actions alongside research & development solutions are crutial to promote microgerenation in Brazil.
The INESC P&D Brasil believes in the social and technical bennefits provided by distributed generation, such that the development of research & innovation projects in this area has been established an institutional priority. The INESC P&D Brasil has interest and techniqual qualification to innovate in areas related to power system planning, analysis, design, monitoring, operation, control and protection, according to the challenges inherents to the integration of microgeneration in Brazil.
Sources:
Instituto Carbono Brasil | Ambiente Energia
El Ministerio de Energía y Minas publico recientemente un documento oficial que establece las normas para la próxima subasta de Energía de Reserva. Esta subasta permitirá la contratación de energía eléctrica producida a partir de generadores fotovoltaicos, eólicos y de biomasa, esta contratación tendrá una duración de 20 años, iniciándose en Octubre de 2017. Particular atención se ha dado a los contratos de energía solar fotovoltaica, ya que los expertos creen que la subasta promoverá un rápido crecimiento y desarrollo de esta industria en Brasil.
A pesar de esta noticia, desafortunadamente la subasta no va acompañada de nuevos incentivos a la microgeneración. Hoy en día las condiciones de acceso de las micro y minigeneracion distribuida y su sistema de compensación (NET Metering en inglés) está regulada por la norma nº 482/2012 de la Agencia Nacional de Energía Eléctrica (ANEEL), publicada em 17 de abril de 2012.Resumiendo, la medición neta funciona como una batería virtual donde el excedente producido por el usuario es transferido para la distribuidora, que a su vez, lo compensa en su factura de energía en un plazo de hasta 36 meses después de haber sido generada El reglamento se aplica a todas las fuentes de energía con incentivo (solar, biomasa, eólica, hidroeléctrica y cogeneración).
Sin embargo, existe en Brasil apenas 120 microgeneradores conectados a la red de distribución, incluyendo 105 generadores solares, 12 generadores eólicos, 1 generador de biomasa, y 2 instalaciones híbridas que combinan energía solar e hidroeléctrica. Entre las barreras para el rápido crecimiento de la microgeneración en Brasil, se encuentran lagunas de carácter tecnológico a nivel nacional, la demora del proceso de implementación por la falta de experiencia por parte de algunos agentes del sector , y a la cobranza de impuestos sobre la Circulación de Mercancias y Servicios (ICMS) calculada con base en toda la energía que llega a la unidad consumidora.Siendo asi, los mayores incentivos asociados a investigación y desarrollo son vitales para promover la microgeneración en Brasil.
INESC P&D Brasil cree en los beneficios tecnológicos y sociales proporcionados por la integración de la generación distribuida en Brasil, siendo que lineas de investigación ,desarrollo e innovación en esas áreas son una prioridad para la institución . INESC P&D Brasil tiene interés y personal calificado para innovar en las áreas relacionadas con la planificación, análisis, proyecto, monitoreo o supervicion ,operación, control y protección de energía eléctrica, de acuerdo con los retos de la integración de microgeneración en Brasil.
Fuentes:
Instituto Carbono Brasil | Ambiente Energia



